tradutora e louca
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
eh, moss...
Acho que ainda não aprendi o que é a morte exatamente. Em toda minha vida, nunca havia perdido uma pessoa de convivência tão próxima e que realmente afetasse meu cotidiano. Nunca precisei apagar um nome da agenda para não ter a sensação toda hora que aquela pessoa não está ali. Tudo para mim é novo, a experiência do velório, do cemitério, do pranto incontrolável das pessoas em volta e das responsabilidades que envolvem o último momento de uma pessoa na terra, a burocracia que, na verdade, é a entrada e saída do mundo como conhecemos e o pós-resolução, quando entra aquela sensação que falta fazer alguma coisa, mas não se sabe o que é. Estou aprendendo, eu creio. Entretanto, não sei se devo aprender a sofrer e chorar, acho que isso não é como eu guardo o tal "luto". Tudo o que vem na minha cabeça quando lembro são momentos felizes, pois acho que nunca vi um momento triste com ela. Foi uma das poucas pessoas que me passou extrema positividade em todos os momentos. Seria eu muito dura por não conseguir mais chorar? Ou seria eu muito consciente de que ela está em um lugar muito melhor, apenas esperando o nosso dia chegar...?
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